Ao escrever este artigo não tenho a intenção em levantar bandeiras, duvido muito que alguém nunca tenha conversado com outra pessoa sobre homossexualidade, por muitas vezes tratei com amigos este tema, tento ter uma visão biológica e NATURAL do assunto, no que se trata de comportamento animal, e não é de hoje que se estuda e observa a homossexualidade no reino animal. Logo depois de formada, fui prestar trabalho voluntário no Projeto TAMAR- na base de alimentação em UBATUBA, litoral paulista, e neste período li na revista Super Interessante sobre os estudos na área.
Nós somos ditos animais racionais, e fazemos parte do grupo dos primatas, juntamente com os macacos que estaão entre as 1500 diferentes espécies animais nas quais os cientistas observaram comportamento homessexual, tanto nos machos como nas fêmeas.
A fim de relatar o comportamente homossexual nos outros animais, o Museu de História Natural de Oslo, na Noruega, apresentou em 2006 a primeira exposição dedicada a “animais gays”, que foi chamada de “Against Nature”, exibindo cerca de 500 espécies que existem relatos de comportamento homossexual de um universo de 1.500 relatos, desde mamíferos e insetos até crustáceos. Nos pássaros australianos Galahs (Roseate Cockatoo), por exemplo, cerca de 44% dos pares são formados por indivíduos do mesmo sexo. Além desses, há registros bem mais antigos, como os de Aristóteles, que fez menção a hienas lésbicas, é isso mesmo, hienas lésbicas.

Agora Pare e Pense:

Flagrantes da selva
• Em 1987, o biólogo americano W.J. Tennent publicou um artigo intitulado Nota sobre a Aparente Queda dos Padrões Morais da Lepidoptera. Após descrever o homossexualismo das borboletas do Marrocos, afirmou: “Talvez seja um sinal dos tempos o fato de a literatura entomológica estar no caminho da decadência moral e das ofensas sexuais”. O cientista achou imoralidade em borboletas.
• Machos de guepardo, um felino africano, adotam filhotes perdidos e órfãos e os criam. Fazem o papel de pais e mães.
• Tirando o homem, poucas espécies apresentam homofobia – que é a aversão ao homossexualismo. Mas alguns machos heterossexuais de veados-de-rabo-branco hostilizam e atacam os homossexuais.
• Já foram registrados casos de casais de gansas que viveram mais de quinze anos juntos. O casamento só terminou quando a morte as separou.
• Há zebras que morrem sem jamais ter copulado heterossexualmente. Optam pela conduta homossexual para sempre.
• O homossexualismo dos pingüins confundiu funcionários do Zoológico de Edimburgo, na Escócia, no começo do século. Pelas atitudes, as aves foram batizadas como Andrew, Bertha, Caroline, Eric e Dora. Depois, perceberam-se os erros: Andrew era Ann; Bertha, Bertrand; Caroline, Charles; e Eric, Érica. Só Dora tinha o nome certo.

Imagem Uol Ciência
O livro Biological Exuberance – Animal Homosexuality and Natural Diversity observa 5 variedades de comportamento que ele classifica como homossexual:
A 1ª é o cortejo. Inclui todas as formas que os animais empregam para se exibir e conquistar parceiros.
A 2ª é a afeição. Inclui beijos, esfregações e carinhos de toda ordem. O biólogo foi rigoroso ao excluir formas de carinho que parecem manifestação de sexualidade, mas não são.
Em 3º vem a formação de casais. Talvez a categoria mais surpreendente de todas. Mais de 70 espécies de aves realizam casamentos duradouros de indivíduos do mesmo sexo. Essas uniões também são adotadas por 30 mamíferos.
Em 4º lugar vem a criação de filhotes. Nem sempre essa atividade envolve a dupla pai e mãe. O pássaro-cantor (Wilsonia citrina), nativo da América Central, é uma espécie na qual um macho atrai o outro por meio do canto, no início do período reprodutivo, e depois eles se juntam. Constroem, então, o ninho e cuidam dos ovos e das crias abandonados por outros indivíduos.
Em 5º lugar o contato sexual propriamente dito. Para ele, sexo é todo momento em que há estimulação dos órgãos genitais.
Machos da espécie pato-real se relacionando – wikipédia
Em entrevista à Revista da Folha, o coordenador da mostra realizada em 2006 Geir Söli disse que “a idéia surgiu depois de analisarmos o livro do biólogo Bruce Bagemihl, ‘Biological Exuberance: Animal Homosexuality and Natural Diversity’, no qual ele descreve cientificamente a homossexualidade de muitas espécies animais. Acreditamos que essa seja uma forma de contribuir socialmente para a discussão de um tema que ainda causa tanta polêmica”.
Em conversa com um amigo homossexual, me relatando quando constatou sua homossexualidade e até a renúncia da mesma, ele me questionou sobre ela existir na natureza como forma de conter a reprodução ou superpoulação das espécies, quem sabe este não seja um foco para pesquisas futuras?
Pesquisando sobre o assunto encontrei a Revista Super Interessante que li na época, foi no ano de 1999!
Fonte: Wikipédia e Super Interessante








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