Você imaginou que o desaparecimento de um inseto pudesse causar tanto alvoroço no mundo? O meu pai já havia comentado comigo que tinha assistido uma reportagem abordando o sumiço das abelhas, insetos extraoridinários, que vivem em um regime dividido por castas onde cada indivíduo tem uma função dentro da colméia, uma relação harmônica que chamamos de sociedade.
Qual a função de uma abelha em um ecossistema?
As abelhas transportam o pólen de uma flor (sêmen masculino) para depositá-lo sobre os órgãos femininos de outra flor, é por meio delas que as plantas são fecundadas, possibilitando também a variabilidade genética. Sua ausência interfere diretamente neste processo, pois elas polinizam 75% das espécies vegetais consumidas pelo homem, elas não são os únicos seres vivos que garantem a reprodução sexuada das plantas, pelo menos 100 mil espécies de insetos e de aves tem a mesma função, mas a abelha é lider nesse processo que beneficia o homem.
Elas estão sumidas em vários locais do mundo. Só nos EUA, o lugar mais afetado, 50 bilhões de abelhas sumiram, esvaziando 40% das colmeias do país. Segundo a entomóloga May Berenbaum, da Universidade de Illinois, a fuga das abelhas, tem sido ocasionada “pela infecção por um vírus, que danifica o código genético dos insetos”, que ainda não foi identificado.
Outras hipóteses já foram sugeridas, como o emprego de pesticidas na agricultura, um ácaro parasita chamado Varroa ou até mesmo a diminuição de floradas em seu habitat. Onde elas foram? 10 países já apresentaram essa síndrome, que foi batizada de colony collapse disorder (“desordem de colapso de colônia”, em inglês).
Big Brother das Abelhas, Vamos dar uma espiadinha…
Cientistas da Acta -Associação para Coordenação Técnica Agrícola, de Lyon, França, estão equipando produtoras de mel com microchips, rádios e identificador de frequência, antes de liberá-las na natureza. Por meio do minúsculo aparelho, além de um equipamento instalado na entrada das colmeias pode-se registrar uma série de dados com maior precisão todo o comportamento das abelhas, de seu nascimento até sua morte.
Os pesquisadores franceses constataram, pela primeira vez em condições naturais, a toxidade do pesticida Fipronil, comercializado pela Basf e usado em muitos países. O produto químico deixa as abelhas desorientadas, provocando uma redução em sua rotina de coleta de néctar, seu senso de direção e até, sua capacidade de encontrar o caminho de volta para a colméia.
Acredito que esse desaparecimento das abelhas tem sido causado pela junção de vários fatores com o auxílio da mão humana. Por enquanto as abelhas brasileiras não tem tido esse comportamento, ainda bem!
Danificamos tanto o ambiente, que daqui a pouco veremos abelhas com bussola.
Fonte: UFMG, Planeta Sustentável, Globo Rural
Sugestão dada pela Raquel Lemos via Twitter, siga @kelshlemos







Isso é muito grave.
Ouvi já mais de uma vez a frase de um célebre pensador (cujo nome de momento infelizmente não me recordo): “o dia em que começarmos a perceber o desaparecimento de abelhas, então deveremos considerar seriamente nossa possibilidade de auto-extinção.”
Segundo já pude ler de outras fontes nesse sentido, este seria o grande aviso de que teríamos extrapolado o ponto-sem-retorno do equilíbrio geral…
A cada dia mais e mais parece que realmente estamos seguindo por um caminho sem volta. Como costuma dizer o Ecoeconomista Hugo Penteado: “estamos montados em nossa tecnologia e indo cada vez mais velozmente, sem no entanto percebermos que esta estrada nos está direcionando a um precipício.” O que é muito triste.
Acho que o post merece um aprofundamento.
Forte Abraço, Léojanz.