O termo biopirataria, está associado a exploração ilegal de plantas e animais, conhecimentos de comunidades tradicionais, por empresas, laboratórios, que elaboram novos produtos e passam a deter, por meio de patentes, toda a renda da comercialização. Essa prática faz com que o país perca o direito para sua comercialização.
Um exemplo disso é o da planta espinheira santa (Maytenus ilicifolia), utilizada pela medicina popular, para tratar de problemas estomacais. Desde o ano de 1920, as pesquisas confirmaram a ação contra ulcera, os índios e a população rural a utilizam no tratamento contra tumores, como contraceptivo e antiasmático. Maravilha termos em nosso país uma planta com tantas propriedades medicinais, mas, em 1998 uma empresa japonesa patenteou o uso da planta em remédios, isso quer dizer que o Brasil perdeu a titularidade a exclusividade ao explorar comercialmente a seu princípio ativo.
Essa exploração ilegal vem acontecendo em nosso país desde o descobrimento seja com plantas ou animais, por ingenuidade das pessoas que querem atender turistas, ou aliciamento de pessoas para captura, extração e envio das espécies da nossa flora ou fauna em troca de dinheiro, isso é um grande problema, pois com tanta desigualdade social, desempremprego, propostas como esta são tentadoras.
Veja como ocorre o esquema de biopirataria no Brasil:
1 – Coleta: os biopiratas coletam ilegalmente das florestas mudas de plantas nativas, animais silvestres, microorganismos, fungos, etc.
2 – Disfarces: a mercadoria sai do país por portos e aeroportos, camuflada na bagagem dos piratas, que se disfarçam de turistas, pesquisadores ou religiosos.
3 – Patentes: os produtos da floresta são vendidos para laboratórios ou colecionadores, que patenteiam as substâncias provenientes das plantas e dos animais.
4 – Cifra: calcula-se que a biopirataria retire de nosso país cerca de 1 bilhão de dólares anuais em recursos naturais.
5 – Prejuízo: sem a patente sobre esses recursos, o Brasil, as comunidades indígenas e as populações tradicionais deixam de receber royalties.
O combate a biopirataria só será efetivo quando entrar em vigor a Convenção sobre Diversidade Biológica, que discorre sobre a soberania dos países em relação a biodiversidade se seus territórios, que devem conservar e utilizá-las de maneira sustentável. Este documento foi assinado por 156 países, incluindo o Brasil na Rio 92, mas que continua sem a assinatura dos Estados Unidos e de outros países detentores de grande número de patentes.
Estes piratas estão roubando conhecimento e nosso patrimônio genético.
Fonte: Wikipédia com toques de Daniela Lima
Saiba mais: ANDA






Infelizmente, nós aqui na Terra Brasilis só nos incomodamos com algo quando chega ao extremo , ninguém dá a minima para biopirataria porque esquecem que metade dos remédios e produtos “naturais” feitos no mundo é proveniente de nosso país, e o país ganha o que com isso? um tapinha nas costas, “Brasil, privatizando lucros, socializando dispesas.”