
Mesmo com todo meu otimismo, eu já imaginava como seria o resultado da 15ª Conferência sobre Mudança Climática-COP15, ocorrida em Copenhague, que encerrou no dia 18/12.
Reduzir as emissões de gases estufa para os países desenvolvidos ou que estão em grande crescimento econômico com os EUA e a China, quer dizer reduzir produção, consumo, dinheiro, nada bom para um país que está saindo de uma crise que intereferiu no mundo todo e pior ainda para um país que cresce 8% ao ano às custas de um desgaste ambiental tremendo.
Apesar dos apelos de populares, manisfestos, abaixo assinados, nada foi realmente decidido, e a discussão ficou em QUEM FAZ? QUEM SE RESPONSABILIZA? QUEM PAGA? E foi se arrastando assim… sem pensar em países que irão sofrer drasticamente se a temperatura elevar 3°C no futuro.
Enfim, no dia 17/12, se teve um acordo entre Austrália, França, Japão, Noruega, Reino Unido e Estados Unidos para alocar US$ 3,5 bilhões de dólares, destinados a iniciar o financiamento público de ações com o objetivo de retardar, parar e eventualmente reverter o desmatamento nos países em desenvolvimento, as REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), as quais mencionei e tinha esperança que se resolvesse algo neste sentido.

No caso do Brasil as negociações sobre REDD são cruciais já que grande parte das emissões do país é proveniente do desmatamento, mas, existem outros pontos que devem estar claros neste investimento: Como ele será empregado, quem será beneficiado? Empresas Privadas, responsáveis por grande parte da degradação?
Acho que os povos das florestas devem ser beneficiados, através da proteção e o manejo sustentável dos recursos naturais. Outro fator preocupante, são as compensações através do mercado de carbono, pois as cotas jamais devem eximir os países poluídores, pois estes devem manter a responsabilidade de reduzir sim suas próprias emissões, e não somente comprar créditos dos demais e achar qu está tudo bem.
Segundo o ministro do meio ambiente do Brasil, Carlos Minc o valorde US$ 30 bilhões, nos próximos três anos que será colocado até 2012 , para o fundo contra o Aquecimento Global, sendo US$ 10 bilhões por ano, é menos do que o Brasil vai gastar para atingir sua meta voluntária de reduzir em até 39% das emissões de gases de efeitos estudo, até 2020.
É desanimador falar que a COP15 tão esperada foi um fracasso, talvez este ponto das REDD foi o que mais avançou na, agora esperasse que a COP16 no México em 2010, não seja uma pizza requentada da COP15!





