Em frente da Prefeitura Municipal de Joinville, corre o Rio Cachoeira o qual já citei em algumas postagens aqui. Recentemente saindo da prefeitura, escutei uma vocalização vinda do rio, fui espiar e vi esta ave, fiquei em dúvida se era Jaçanã – Jacana jacana ou Frango d’água – Gallinula chloropus, então encaminhei as fotos para meu consultor de assuntos ornitológicos o Biólogo Alexandre Grose, companheiro de IVC e ele confirmou que a espécie em questão era Gallinula chloropus, popularmente conhecida com Frango d’água.

Frango d’Água – Gallinula chloropus nas margens do Rio Cachoeira
Fazendo uma breve pesquisa sobre a espécie, lí que ela é comum em lagos com vegetação aquática e margens pantanosas. Escondendo-se ali, caso perceba algum perigo eminente. Boa de natação, dessa forma se afasta do perigo, nestas situações ela pode tentar voar de uma forma desengonçada, correndo na superfície da água com ajuda das asas, mas não se engane, é uma voadora excelente, dispersando-se à noite e aparecendo em açudes ou lagoas onde não existia. Ocorre em todo o Brasil e em quase todo o planeta, vi várias citações dela em sites portugueses.
Caminhando sobre a vegetação mais densa, caçando invertebrados, ocasionais pequenos vertebrados, embora sua alimentação principal seja de origem vegetal.
Bem, não fiz este post para entrar dentro da biologia do animal em si, caso você queira saber mais, clique aqui no WikiAves. Fiquei ali observando e notei sua agitação, não parava com o som agudo “kürrrk”, estridulante “ki-ki”, pensei o que que esse bicho tem?
Destaque nos círculos vermelhos para os filhotes
Foi então que vi e presenciei uma das cenas mais tocantes aos meus olhos nos últimos tempos, ela estava chamando os filhotes, eram 2 muito bem camuflados na vegetação e no meio daquele rio poluído, o que mais me sensibilizou, foi constatar que mesmo no meio daquela sujeira, uma mistura de esgoto e resíduos químicos, ali diante dos meus olhos vi a vida se renovando no Rio Cachoeira, somente eu parei pra ver, as pessoas passavam, me viam olhando pra dentro do Rio, fotografando, ou melhor tentando (preciso urgentemente comprar uma máquina melhor), ninguém parou para olhar comigo ou me perguntar, afinal, que quer olhar um rio podre e fedido?
Nidificações construídas na vegetação do interior do brejo, nas suas margens ou em grandes plataformas flutuantes, feitas de vegetação aquática
Todos sempre com muita pressa, acabamos por perder detalhes que poderiam nos fazer refletir, mesmo com muitos problemas, em um ambiente deteriorado, existem espécies brigando para viver, persistindo, enquando há vida, há esperança. Fiquei ali por um bom tempo, até eles se afastarem, triste e ao mesmo tempo encantada com um espetáculo que poucos dão valor, a começar pela falta de cuidado com o palco onde ele acontecia. Tanta diversidade poderia ter ali e em outras regiões se não houvesse tamanha poluição.
…kürrrk…ki-ki…kürrrk…ki-ki…o som foi ficando cada vez mais longe… a família seguiu…sobrevivendo… até quando?
Daniela Lima

q coisinhas mais fofas! mas o problema nao eh soh a falta de cuidado, que seria um omissão, mas sim uma agressão. o problema eh q nós agredimos o nosso maior tesouro . . .
=*
have a nice week ^^