Acho que todo mundo já esteve em um cemitério, pelo menos grande parte das pessoas, você sabia que podemos medir a expansão das cidades através deles? Como?
Em geral eles foram construídos afastados das áreas urbanas, aí você pode me perguntar: Daniela, o cemitério da minha cidade é todo cercado por casas, prédios?!
Então, isto quer dizer que o desenvolvimento urbano aumentou de tal maneira, que a ocupação urbana foi se aproximando cada vez mais dos cemitérios, que até então eram distantes.
Conversando com meu pai neste sábado, quando fomos visitar o túmulo de minha mãe, falamos a este respeito e ele também me disse que não havia nada nos arredores do cemitério da cidade, hoje é todo habitado.
A Revista Mundo Estranho do mês de maio deste ano, trouxe uma matéria intitulada Defunto Verde: Qual é o jeito mais ecológico de morrer?
Estamos muito habituados com os cemitérios, mas vocês já pararam para pensar no espaço ocupado e os impactos ambientais causados por eles? A revista faz um comparativo entre os impactos causados por 4 tipos de funerais.
Quanto custa ao meio ambiente morrer cremado, enterrado, mumificado ou congelado?
1) Em relação ao consumo de energia:
CREMAÇÃO: cada cremação consome cerca de 45 quilos de GLP (gás de cozinha) que é limpo.
CEMITÉRIO: não consome.
MUMIFICAÇÃO: não consome.
CRIOGENIA: gasta energia para resfriar o nitrogênio líquido a -196°C, para manter frios os recepientes com os corpos.
2) Em relação a poluição das águas:
CREMAÇÃO: não polui.
CEMITÉRIO: o necrochorume, líquido proveniente da decomposição, pode contaminar o lençol freático.
MUMIFICAÇÃO: alguns egiptólogos acreditam que os líquidos retirados dos corpos eram despejados no Nilo.
CRIOGENIA: não polui.
3) Em relação a poluição do solo:
CREMAÇÃO: não polui.
CEMITÉRIO: as bactérias da decomposição podem contaminar o solo, dependendo do terreno.
MUMIFICAÇÃO: não polui.
CRIOGENIA: não polui.
4)Em relação a poluição do ar:
CREMAÇÃO: libera apenas vapor d’água e gás carbônico.
CEMITÉRIO: não polui.
MUMIFICAÇÃO: não polui.
CRIOGENIA: não polui.
VEREDICTO!!!!
CREMAÇÃO: além de não contaminar o solo, ar e água, não ocupa espaço. A queima dos corpos libera apenas água e gás carbônico em pequenas quantidades, já que os resíduos tóxicos ficam retidos nos filtros de ar e também dispensa o armazenamento de resíduos, sem ocupar terrenos.
CEMITÉRIO: feito corretamente o enterro é aceitável, mas 75% dos cemitérios poluem o ambiente. A revista não relatou a emissão de gás metano resultante da decomposição dos corpos.
MUMIFICAÇÃO: apesar de não poluir, ocupa muito espaço o que seria um problema nas cidades atuais.
CRIOGENIA: para manter o frio, o nitrogênio tem que ser reposto toda a semana consumindo energia.
Na minha opinião o processo mais viável em termos de futuro, seria a cremação, mas as pessoas são muito apegadas ao corpo, mesmo ele sem vida, isso é visível no número mínimo de doações de órgãos. Após o óbito os corpos não emanam mais nenhum tipo de energia e embora minha mãe gostasse de fazer o ritual da ida ao cemitério para visitar o túmulo de seus entes queridos, não consigo realizar isso com frequência, porque é somente um túmulo, ela não se encontra ali, prefiro tê-la em minhas recordações.
Minha família já está avisada, todos os meus órgãos que podem ser aproveitados devem ser doados para beneficiar o maior número de pessoas possíveis, minha mãe não resistiu à espera na fila de transplantes, o que sobrar deve ser cremado.
Segundo o geólogo Leziro Marques, “uma pessoa com 70kg de massa, se transforma em 1 ou 2kg de cinzas, enquanto sob a terra a decomposição pode durar até dois anos e deixar 13kg de ossos para posteridade”.
Precisamos pensar em novas opções, cemitérios ocupam muito espaço entre outros impactos ambientais, resultantes da decomposição, bem como, os aterros.
Eu não quero virar um monte de resíduo, e você?
Daniela Lima

Nunca había pensado en lo que explicas en este post.
Sin embargo mi desición ya la he tomado y dejado por escrito…
donación y cremación, pero espero aquí entre nos, no sea pronto.
Un abrazo.